Tema: projeto de habitação

Ideia principal: elaboração de um projeto habitacional comunitario, visando sustentabilidade, conforto e acessibilidade. Nosso foco será direcionado para a classe baixa.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Reduzir, reutilizar e reciclar

O químico Marcelo dos Santos, de Araraquara, São Paulo, desenvolveu após dois anos de pesquisa, uma composição química capaz de transformar o lixo orgânico em tijolos para a construção civil. A ideia é baratear a produção dos blocos de alvenaria, assim como, oferecer um destino sustentável ao lixo doméstico. Com o apoio do investidor e técnico em metalurgia José Antônio Masoti, o pesquisador criou também um maquinário que auxilia na separação do lixo orgânico do lixo reciclável.

Segundo Santos, o custo para fabricar o tijolo com a nova composição pode cair pela metade. No mercado, o tijolo orgânico custaria R$ 0,70, frente aos R$ 1,20 do bloco convencional.

A redução do valor é possível porque o produto originado pelo lixo doméstico é autossustentável e pode substituir até 50% da areia e 30% do concreto utilizados na produção convencional. Mesmo sendo fabricados a partir de resíduos, os criadores afirmam que os tijolos são inodoros e livres de germes.

Processo de fabricação

“O lixo chega como sai da casa das pessoas, dentro do saco plástico, e separamos os detritos do material reciclável, que é vendido para uma cooperativa e com o dinheiro pagamos a produção”.

Depois da separação, o lixo orgânico passa por um triturador onde o material é moído. Logo depois ele é encaminhado para um misturador, onde a composição, patenteada pelo químico, é acrescentada.

Após essa mistura, os resíduos transformam-se em uma massa uniforme que é processada. Depois de pronta, ela é encaminhada a uma fábrica, onde passa pelo mesmo processo dos tijolos de concreto comum. "É o mesmo processo, só adicionamos o composto transformado do lixo orgânico, que se mostrou muito mais resistente do que os tijolos com o composto comum",afirmou o pesquisador.

O equipamento

Já o protótipo do equipamento que transforma o lixo em tijolo tem capacidade de produzir 32 toneladas de pó ou fabricar 86 mil blocos para construção civil a partir de 200 toneladas de lixo, a um custo 40% menor do que o valor do mercado.

No mercado, uma máquina deste tipo custa em torno de US$ 100 mil, mas o químico, com ajuda de seu sócio, produziu a estrutura pelo equivalente a R$ 2,5 mil. “Levamos um ano para construir a fábrica piloto, com material até de ferro velho e gastamos em torno de R$ 80 mil em tudo”, comentou Masoti.

Fonte: http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2012/maio/quimico-brasileiro-transforma-lixo-organico-em



domingo, 4 de outubro de 2015

Ergonomia e Circulação

Ergonomia considerado um ponto muito importante para o conforto ambiental, onde o corpo humano é estudado e usado como escalas afim de elevar a qualidade de vida do ser humano, e assim elevar seu desempenho no trabalho, diminuir a fadiga, evitar doenças e acidentes, tendo por consequência um melhor resultado qualitativo e quantitativo das atividades realizadas. 
A circulação nos cômodos e entre os demais ambientes das casas, também são fatores importantes, no qual Neufert cita em seu livro: Arte de Projetar em Arquitetura.




No Estado de São Paulo, salvo onde existir código de obras municipal, as dimensões mínimas dos cômodos e das áreas destinadas à iluminação e ventilação seguem as normas da Legislação Sanitária Específica, decreto 12.342, de 27 de setembro de 1978.

Cozinha -- A área mínima é de 4 m², com no mínimo 90 cm no corredor de circulação, para facilitar o trabalho sem interferir na passagem. A pia para lavagem de louças deve ter, no mínimo, 55 cm de profundidade enquanto que a altura média fica em 92 cm, variando conforme a estatura dos proprietários da casa.
Área de serviço -- Área mínima de 4 m², O tanque de lavar roupas deve estar em uma altura mínima de 80 cm.
Banheiro -- As dimensões variam de acordo com as peças a serem instaladas e a categoria do mesmo, por exemplo, simples, de luxo ou funcional. Em todos os casos, a medida mínima (realmente mínima!) é de 80cm, em termos de ergonomia, mas pode ser de 90cm e até 1 metro dependendo da legislação. Se tiver apenas a bacia sanitária a área mínima é de de 1,20 m². Com bacia sanitária e lavatório a área mínima sobe para 1,50 m² com os mesmos 80cm de medida mínima.
Com bacia sanitária e chuveiro vai para 2 m².
Se contiver bacia sanitária, chuveiro e lavatório precisará de 2,50 m².
As dimensões do box de chuveiro não deveriam ser menores que 80 x 80 cm, mas em casos excepcionais se admite até 70cm, entretanto o ideal é que seja maior que 80cm, algo como 100 x 90 cm. 
Lavabo -- Quando é composto por lavatório e vaso sanitário sua dimensão mínima é de 80 x 120cm, ou seja, quase 1 m². A porta deveria ser aberta, sempre, para o lado de fora, não só para economizar o precioso espaço interno mas para permitir acesso ao interior caso alguém desmaie dentro do cômodo. 
Hall de entrada -- Para transitar sem aperto, facilitando a abertura da porta e a entrada de uma ou mais pessoas é preciso um espaço mínimo de 1,80 x 1,80 m.
Garagem -- O projeto de garagens requer estudo cuidadoso, pois além do espaço ocupado pelo veículo propriamente dito há que se prever a circulação e manobra além da abertura de portas para entrada e saída de pessoas e bagagens. O espaço realmente mínimo é de 2,25 x 4,50 m, mas recomenda-se que, se possível, se passe para 2,80 x 5 m. Isto porque as vagas devem permitir que, quando o veículo estiver centralizado nela, exista um espaço mínimo de 30 cm ao redor para facilitando o embarque e o desembarque.
Dormitórios -- A área mínima é de 8 m² enquanto que a dimensão mínima é de 2,50m. Para dormitórios confortáveis e versáteis, entretanto, recomenda-se que a dimensão mínima seja de 3,00 m. Aliás, a medida do dormitório costuma ser o módulo de medida usado no projeto de residências, quando se define a medida mínima do dormitório, que geralmente fica alinhado com a fachada do imóvel, passa-se a dimensionar os outros ambientes. Ao projetar um dormitório é preciso reservar espaço para a cama, que possui comprimento mínimo em torno de 2 m e largura que varia com o tipo. O modelo de casal tem ao menos 1,38 m mas pode chegar a mais de 2,00 nos chamados modelos “King Size”. Também é necessário espaço para circulação ao redor da cama, para tanto nas laterais deve haver uma distância livre de pelo menos 60 cm e de 75 cm nos pés da mesma. Um dormitório de empregada que realmente vá ser usado como tal deve ter, no mínimo, 6 m² de área e medida mínima de 2 m, coisa que dificilmente se vê nos apartamentos projetos atualmente. 
Closet -- A área mínima de um ambiente de vestir é 4 m², sendo que a área mínima é de 2 x 2 m. Isto porque é preciso prever espaço para a abertura das portas e também que um armário de boa qualidade tem 60 cm de profundidade e é necessário no mínimo 80cm de circulação. Os modelos comerciais de armário, entretanto, têm 55 ou até mesmo 50 cm de profundidade, insuficientes para colocar uma roupa pendurada sem amassar, mas se o usuário insistir em usar estes modelos poderá baixar a medida mínima para algo como 1,90m.
Salas -- Devem ter no mínimo 8 m² de área útil. Para salas de TV, a área mínima recomendada é de 4 x 3 m com pé-direito de 2,40 m. Isto porque é preciso fornecer conforto acústico e visual para assistir TV ou escutar música, e a distância entre a TV e o telespectador deve ficar em torno de 2,50 m. A altura do centro do monitor de TV deve estar entre 50 e 80 cm do chão. No mínimo, uma mesa redonda para quatro pessoas deve ter 90 cm de diâmetro e uma para seis pessoas 1,25 m. Uma mesa quadrada com quatro lugares tem dimensão mínima de 1,30 x 1,30 m e a de oito lugares fica em 1,50 x 1,50 m.
É recomendável reservar 80 cm entre o encosto da cadeira e a parede para que os usuários possam sentar e levantar tranqüilamente da mesa, mas se puder deixe um espaço maior.
Escadas e corredores -- Quando de uso restrito, deve ter largura mínima de 0,90 m. Quando curva e estreita, a largura varia entre 0,70 m e 0,80 m. Para uma escada de uso comum, ou seja, com espaço para duas pessoas passarem ao mesmo tempo, a largura mínima exigida é de 1,20 m. Nas escadas de uso coletivo, ou seja, para três ou mais pessoas usarem ao mesmo tempo, a largura mínima exigida é de 1,90 m. Em todos os casos, o pé-direito deve ter, no mínimo, 2,10 m. Não se esqueça também dos degraus. Para as escadas ou desníveis serem confortáveis e seguros, cada degrau precisa terno mínimo 0,17 m de altura e 0,27 m de largura. Nunca deve ser maior que 0,85 m. Assim você garantirá segurança na circulação
Fonte: http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAUQEAF/dicas-arquitetura
https://claucallegaro.files.wordpress.com/2013/04/aula7-8-confortoambiental-espac3a7opc3bablico.pdf
http://www.marelli.com.br/ergonomia

Livros complementares sobre Conforto Ambiental



Livro: Arte de Projetar em Arquitetura         Livro: As dimensões Humanas para Espaços Interiores
Autor: Neufert                                               Autor: Julio Panero e Martin Zelnik

Conforto Ambiental

O conforto ambiental nada mais é do que adequar os princípios físicos envolvidos e as necessidades do ambiente. Nessescidades estas que se dividem em temperatura, luz, acústica e visual. A seguir entrarei em maiores detalhes sobre cada uma destas necessidades apontando as razões, benefícios, de se avaliar bem estas enquanto se faz o projeto de reforma ou construção de um imóvel, seja ele residencial ou comercial.

  • CONFORTO TÉRMICO
Reação ao frioQuando as condições ambientais proporcionam perdas de calor do corpo além das necessárias para a manutenção de sua temperatura interna constante, o organismo reage por meio de seus mecanismos automáticos (sistema nervoso simpático), buscando reduzir as perdas e aumentar as combustões internas. A redução de trocas térmicas entre o indivíduo e o ambiente se faz através do aumento da resistência térmica da pele por meio de vasoconstrição, arrepio e tiritar. O aumento das conbustões internas (termogênese) se faz através do sistema glandular endócrino.
Reação ao calor
Quando as perdas de calor são inferiores às necessárias para a manutenção de sua temperatura interna constante, o organismo reage por meio de seus mecanismos temo-reguladores, proporcionando condições de trocas de calor mais intensa entre o organismo e o ambiente, e reduzindo as conbustões internas. O incremento ds perdas de calor para o ambiente se faz por meio da vasodilatação e da exsudação (suor). A redução das conbustões internas (termólise) também se faz através do sistema glandular endócrino.
A qualidade da iluminação dos postos de trabalho não é definida apenas pelo nível de iluminação. Deve-se levar em conta também a distribuição da densidade luminosa, a limitação do ofuscamento, a direção da luz e da sombra e a cor da luz e reprodução das cores. Sempre que possível deve-se buscar também uma iluminação uniforme
  • CONFORTO LUMÍNICO (LUZ)
A qualidade da iluminação dos postos de trabalho não é definida apenas pelo nível de iluminação. Deve-se levar em conta também a distribuição da densidade luminosa, a limitação do ofuscamento, a direção da luz e da sombra e a cor da luz e reprodução das cores. Sempre que possível deve-se buscar também uma iluminação uniforme
  • CONFORTO ACÚSTICO
O conforto acústico é uma condição importante a procurar para alcançar bem-estar. A ausência de conforto acústico condiciona fortemente a nossa saúde e a nossa produtividade.

Condições acústicas desfavoráveis acarretam problemas como: dificuldade de
comunicação, irritabilidade e efeitos nocivos à audição e saúde.

O tratamento acústico visa atenuar o nível de energia sonora, através de isolamento
atenuador, tratamento absorvente ou os dois combinados.
  • CONFORTO VISUAL
Os efeitos danosos resultantes dos impactos visuais causados por determinadas ações e atividades, a ponto de: prejudicar a saúde, a segurança e o bem estar da população; criar condições adversas às atividades sociais e econômicas; afetar desfavoravelmente a biota; afetar as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente. Em forma de poluição se apresenta através das pichações, da disposição inadequada do lixo, da extensão de redes aéreas, dos monumentos mal cuidados, bem como, pelo elevado número de cartazes publicitários, placas, painéis e letreiros, os quais se multiplicam pela cidade encontrando-se espalhados por todos os cantos e paredes, com propagandas das mais diversas origens que acabam por agredir, de uma forma ou de outra às outras pessoas, gerando diversos malefícios.

Pode-se presumir então que, a busca pelo equilíbrio entre temperatura, sons e ruídos, luminosidade e estudo visual do ambiente, são primordiais em um projeto arquitetônico, pois com estes fatores bem casados é possível desenvolver ambientes que cada vez fiquem personalizados e agradáveis a quem irá desfrutá-lo.

Fonte: http://construindosustentavel.blogspot.com.br/2011/01/conforto-ambiental.html

terça-feira, 22 de setembro de 2015


Piso drenante.

Uma das opções mais viáveis e funcionais para quem busca alternativas sustentáveis ao construir ou reformar a casa. O piso drenante garante uma cobertura do solo que não afeta o meio ambiente e é  bastante utilizado no acabamento do solo para áreas externas. São compostos por materiais como areia, pedregulho, argila, fibra de coco, cimento e pó de pedra.  Seu funcionamento consiste em um sistema de drenagem que garante o escoamento da água da chuva em 94%.

Vantagens:

- Reduz o escoamento superficial da água.
- Fácil instalação e assentamento.
- Alta resistência à abrasão e compressão.
- Melhor aproveitamento da área útil do terreno.
- Apresenta uma variedade de cores.
- Antiderrapantes.
- Contribui para o equilíbrio dos lençóis freáticos, pois durante a drenagem, a água acaba sendo devolvida ao solo.